Quando o despertador tocou mais uma vez às cinco da manhã naquele dia, ele abriu os olhos, mas não teve certeza se tinha sonhado que ele tinha tocado. Depois de tantos anos acordando assim, era tudo tão automático que uma vez ele encontrou os portões da empresa fechados, porque ele tinha acordado e ido e era sábado.
Se levantou sentindo a cabeça pesada e aquela conhecida dor nos olhos, os manteve fechados, como a experiência dos anos havia ensinado, pra aliviar o cansaço. Sentia ainda a coberta encostada no corpo e o calor da esposa ao lado e apesar de já estar quase totalmente vestido e pronto pra ir, sabia que queria ficar, mas não podia.
Caminhou até a cozinha tentando não fazer tanto barulho pra não acordar as crianças e tentando ignorar a dor nos olhos a cada nova luz acesa. Fez um café e foi até o banheiro. Seu cabelo não queria ficar penteado e achou que pelo menos uma parte do seu corpo merecia ficar como queria. Despenteado, tomou café e comeu um pão do dia anterior.
Olhou as horas, já eram cinco e meia. Guardou as coisas que tinha tirado do lugar na cozinha pra não ter que ouvir nada da mulher. Voltou ao banheiro, escovou os dentes, ignorou o cabelo, colocou um casaco e foi acordá-la. A tocou no braço e ela se mexeu meio irritada, como se ele fosse a mãe dela. Ficou em silêncio, pegou as coisas e saiu.
Enquanto ligava a moto, viu sua filha mais velha observando pela janela, ela mandou um beijo e pediu que ele trouxesse alguma coisa quando voltasse, apontando com o dedo pro próprio corpo, como a mãe dela fazia, dizendo “pra mim”. Colocou o capacete e entrou no trânsito, já eram quase seis horas.
Tentou se lembrar quantas vezes já tinha feito aquele caminho e de como o caminho continuava aparentemente o mesmo, mas ele não. 26 anos de empresa. Desejou ter mais tempo pra pensar nas coisas e pra fazer as coisas direito. Sentiu saudades de uma época em que a moto não era só o que levava ele pro trabalho. Quis culpar alguém, mas não tinha ninguém.
Entrou, estacionou, abriu a porta, seguiu o corredor, abriu a outra porta e entrou. Foi em direção a sua mesa bagunçada de chefe e deu bom dia aos jovens que ele coordenava. Se perguntava se algum dia tinha parecido ser tão inteligente e promissor quanto eles pareciam ao olhar dele. Recebeu os parábens pelos 26 anos, mas não sorriu.
Quando começou o expediente, se vestiu de trabalho e esqueceu os pensamentos até que o dia estivesse concluído. Foi o último a sair. Sem perceber queria adiar a volta pra casa e pros seus pensamentos. Montou na velha moto, colocou o capacete e pegou o caminho de volta. E foi aí que aconteceu.
Tentou se perguntar porque se sentia tão desanimado com as coisas, porque não sentia satisfação em ter a vida que tinha. Se lembrou de tempos difíceis e de histórias de pessoas que viviam vidas muito piores. Aos poucos sentiu uma alegria lhe preencher. Falsa, burguesa, mas o suficiente. Sentindo o vento que entrava pelo capacete, tentava colocar os pensamentos no lugar. Ele agora corria pra não chegar tarde, pra não perder tempo. Queria aproveitar o dia, fazer algo, quis sair com a mulher e as filhas e sem pentear o cabelo. 26 anos!
O passeio foi bom, apesar de caro. Não reclamou de pagar, sabia que aquele dia valia a pena. Apesar das reclamações normais dos passeios que sua mulher fazia, ela também se divertiu. Sua filha mais velha que tinha pedido pra ele trazer alguma coisa, que ele não tinha trazido, teve a honra de digitar a senha do cartão pra pagar a conta. A mais nova se contentou em pegar a notinha.
Depois, em casa, as filhas dormiram. No quarto deles, ele a mulher, ela quis saber porque ele tinha resolvido sair daquele jeito, sem planejar, sem avisar nem nada. Ele não se sentiu bem o bastante pra dizer que foi como fugir, que ele precisava quebrar a rotina, se iludir por algumas horas que o tempo e o dinheiro não o prendiam e que ele era livre e que a vida dele era sim muito boa. Ironicamente percebeu então que era mesmo livre, que tinha decidido sair e saiu, que tinha decidido quebrar a rotina e quebrado, que certamente seu cabelo deveria estar despenteado, mas teve certeza que de vez em quando ainda devia parecer brilhante e promissor, como costumava ser 26 anos antes e além disso tudo, apesar de tudo amava aquela mulher envelhecida a sua frente esperando uma resposta.
Sorriu pra mulher e disse que a amava e era só isso. Os dois se beijaram e como estavam cansados demais, apenas dormiram.
No dia seguinte, amanheceu de novo e o despertador tocou.

Bee Movie

Quando eu ouvi falar sobre o filme a princípio não me animei muito, mas mantive uma certa ressalva, uma pequena esperança de que essa não seria mais uma animação genérica. Bee Movie é o projeto de animação do comediante Jerry Seinfeld, famoso principalmente pela série que levava o seu nome que tinha como característica interessante a ausência de roteiros. As cenas tinham um objetivo, mas tudo que era falado era improvisado o que gerava algumas situações muito interessantes.

Segundo diz a lenda, a oportunidade do filme surgiu de uma piada que Seinfeld fez, dizendo que seria legal se fizessem um filme cuja estrela fosse uma abelha, em inglês bee, porque soaria como B-movie, ou seja “filme B”. No entando a piada foi levada a sério e foi dada a autorização para que um filme sobre uma abelha fosse feito baseado em um roteiro dele. É, às vezes ele precisa escrever roteiros… A produção levou muito tempo e de vez em quando se ouvia aluma notícia sobre outro astro que aceitava dublar algum personagem ou algo assim. Quando finalmente o trailer saiu no ano passado fiquei desapontado e não me animei a ver o filme no cinema. Mas ontem acabei vendo o filme.

Felizmente eu posso dizer que o trailer era ruim e não faz juz ao filme. Esse não é o melhor filme de todos os tempos, mas ter um roteiro de um humorista e não de um roteirista de animações causa uma diferença muito grande no desenvolvimento do filme. Se você tem acompanhado os últimos lançamentos em animações vai entender o que eu quero dizer. Um exemplo bom de como o filme segue uma linha diferente é que você não vai ver uma preocupação em fazer refrências a outros filmes que foram grandes sucessos de bilheteria.

Outra característica que difere esse filme das outras animações é que o público alvo são as crianças. A história é divertida e inteligente o bastante pra ser apreciada por um adulto, mas a forma como as coisas são tratadas mira um público mais infantil. O filme foi inclusive um pouco incompreendido nesse aspecto, tendo sido acusado de defender regimes totalitários e um monte de outras coisas que aqueles pais americanos desocupados encontram em qualquer coisa. – Oh meu deus, o bob esponja é gay! A acusação é até cômica se nos lembrarmos de quem é o roteiro. Enfim, um dia eu vou escrever algo sobre essas mensagens brilhantes que os “pais americanos” encontram nas coisas.

Sendo assim, se você está cansado de filmes de animação baseados numa fórmula cheia de personagens estereótipados, referências de filmes a cada 30 segundos e não se importa por assistir algo mais leve, veja esse “filme B” desse mundo de animações tão iguais. Não é o melhor filme do mundo, mas é divertido.

Comecei esse texto sem saber como começar. Pensei um pouco e decidi que a melhor forma de começar era não pensar exatamente em como começar, mas apenas dizer que tinha gostado do livro, e que ele encerrava de uma forma justa e coerente a série.

Como assim justa? Quem acompanhou a história pelos livros pode perceber que Joanne Kathleen Rowling não nos prende pela maneira como escreve, mas pelo que escreve. O sucesso da série se deve ao mundo criado e a maneira como ele é mostrado ao longo das páginas.

Esse sétimo livro, caso alguém ainda tenha dúvida é mesmo o mais sério e sombrio de todos da série. Quem pega as páginas e os díalogos do primeiro livro e os compara com os desse poderá perceber não só uma mudança no tom, mas de certo modo na liberdade com que as idéias fluem. O palco já está armado, a audiência já ouve atenta. É hora do show. Essa mudança de tom e a evolução dos personagens ao longo dos livros é outra característica que fez dos livros um sucesso. Não é uma fantasia atemporal e pueril. Como uma daquelas histórias de criança onde os personagens estão presos no tempo, nunca envelhecem, nunca mudam e se for um desenho nunca trocam de roupa.

Os personagens crescem, os problemas mudam, as pessoas aprendem e morrem. É uma fantasia contemporânea, o que fez com que milhões de pessoas do mundo todo se voltassem para esses livros. Um livro ter o sucesso que Harry Potter teve com todos os 7 livros, nos dias de hoje com internet e tudo mais, é algo notável e mostra a força da obra. Fico feliz de dizer que não é um produto de mídia, não é uma conspiração.

A série acaba e por mais que não seja um final surpreendente é um final que agrada, que passa uma mensagem. Como eu disse, é justo e coerente com tudo o que os outros livros trazem, o que quer dizer que não é um livro perfeito, mas é um livro legal, divertido, que dá vontade de ler. Inclusive, se você só conhecesse a série pelos filmes, deixe de ser preconceituoso achando que é um livro infantil, por tanto é chato, feio e bobo. Se você gosta dos filmes, vai ver como os livros são muito melhores. Por incrível que pareça qualquer história pode ficar melhor se não tiver que ser socada em 2 horas.

Algumas pessoas podem pensar que esse pode não ser bem o fim, que ainda há muitos milhões para serem gerados e etc, mas a dona Joanne já deixou bem claro que desde o começo a idéia era fazer 7 livros e contar a história que ela contou. Ela está satisfeita, esse é o fim, pare de chorar e conforme-se. É, pode até ser verdade, mas se algum dia ela voltar atrás, já sabemos quem vai ser o vilão e porque… fala sério…”Alvo Severo” é um nome tão horrível que é quase uma sacanagem, é uma daquelas coisas que faz mal pra infância de qualquer pessoa e certamente a leva as artes das trevas hahaha (Leia o livro que você vai me entender).

Da mesma forma que O senhor dos Anéis, lançado em 1954, ainda é hoje uma referência em literatura fantástica, a série Harry Potter ainda vai povoar a imaginação de muitas e muitas gerações. Você vai ter netos e esses livros ainda vão estar sendo lidos. Só espero que não leve outros 50 anos pra surgir uma nova fantasia tão boa quanto essa.

Vê se presta atenção!

É incrível como a falta de atenção pode cuasar um monte de acidentes, desentendimentos e dependendo do caso até um pequeno incidente nuclear. Quase todos os acidentes acontecem porque alguém não viu direito, confiou demais, não estava totalmente concentrado no que estava fazendo e outras coisas assim. A falta de atenção é um problema sério que inclusive é combatido em alguns países com campanhas publicitárias interessantes.

Na Austrália, perceberam que existia um número muitro grande de pessoas que eram atropeladas porque estavam escutando seus mp3s. A música distraia, roubava a atenção e isolava as pessoas dos sons externos, causando os acidentes. Então, decidiram fazer uma campanha pra que as pessoas tivessem mais atenção quando fossem andar por aí ouvindo música com fones de ouvido.


uma das fotos da campanha

Já na Inglaterra, para tentar reduzir o número de acidentes com ciclistas, o governo fez uma campanha que tem como idéia algo como “é fácil não prestar a atenção em algo que não estamos esperando”. E pra mostrar que eles tem razão eles montaram um “Teste de atenção” muito legal. Dêem uma olhada no vídeo.

http://www.dothetest.co.uk/

Ah e sobre o pequeno incidente nuclear que eu comentei lá em cima, diz a lenda que ele aconteceu com Boris Yeltsin, o primeiro presidente da Rússia depois do fim da União Soviética. O tal Sr. Yeltsin que tem fama de bebum, teria perdido a maleta com os códigos de lançamento dos mísseis nucleares, maleta essa que na época costumava andar junto com o presidente. A lenda diz que depois a maleta foi achada num bar e nada de grave ocorreu.

Sendo assim, começamos mais uma semana, de retorno de feriado, lembrando a você que é sempre bom prestar atenção, afinal de contas nunca se sabe quando vai passar um urso dançando moonwalker.

Gêmeos

Acordou assutado, tinha dormido de novo no ônibus. Olhou em volta e viu que estava no trânsito. Ainda. O ônibus andou um pouco e escutou do outro lado, do lado de fora do ônibus, uma conversa.

– Eu quero 10 conto, pelo menos 5, mano. Vai dando já!
– [disse alguma coisa difícil de entender]
– Não sai andando não, mano! Você acha que vai me dar um boi!

O trânsito abriu e o ônibus conseguiu escorregar um pouco mais pra frente. Sentiu-se estranho, se ajeitou na cadeira e o homem gordo com cheiro de couve ao seu lado olhou feio. Tinha ouvido a conversa e queria fazer alguma coisa. Não tinha certeza se era um assalto, mas e se fosse poderia ajudar? Teve medo. As vozes se reaprossimaram do ônibus, deviam estar andando e com aquele trânsito, mais que o ônibus.

Hesitou, teve medo de novo. Iria fazer alguma coisa? Mas… tinha que ajudar. Era a coisa certa. Decidiu-se, pediu licença ao homem com cheiro de couve, ajeitou a mochila ainda um pouco molhada, levantou-se, perdeu o lugar para um menino com mp3 e cara de bobo, empurrou duas amigas que falavam sobre o pinto do namorado de uma terceira amiga que não estava presente, passou e correu.Chegou até o outro lado e perto da porta olhou pela janela para fora.

Eram dois irmãos. Gêmeos. Eles discutiam. Não havia assalto. Decepção. Não pelo fato, mas pelo pensamento. Neurótico. Ficou em silêncio e pensou sobre como hoje em dia, é muito mais comum se pensar o pior. Algum tempo depois dormiu de novo, mesmo estando em pé.


gêmeos?

Desde quando eu me lembro, meu e-mail sempre esteve cheio de porcarias que chegavam sem que eu pedisse. Porcarias muito variadas e muito criativas inclusive. Hoje a arte do Spam (sim, virou arte) se tornou muito sofisticada, usando marcas, formatos e até o nome de órgãos de governo para fazer de idiota uma pessoa comum que não fez nada a não ser abrir a sua caixa de e-mail.

Para a vossa curiosidade, o termo Spam nasceu por causa de um quadro do grupo britânico de humor Monty Python. A palavra “spam” é uma abreviação de “SPiced hAM” (presunto temperado) e no quadro em questão o tal presunto está praticamente em todos os itens do cardápio do restaurante, sendo repetido várias vezes.

Pra nós brasileiros pode não ter muita graça, mas esse presunto foi uma das carnes que durante a Segunda Guerra Mundial e os anos de reconstrução do país após a guerra, que não foi racionada pelo governo. Então durante muitos anos o spam foi a única opção de carne que eles tinham o que leva a criação da piada no tal quadro. Pelo Spam ficar surgindo em todas as comidas e não ser desejado, quando os e-mails indesejados começaram a surgir aos montes fizeram a analogia e nasceu assim o termo. Lindo, não? Se quiser ver o quadro [clica aqui ó]

Acho que podemos dividir o Spam em dois tipos, um é aquele que atira para qualquer lado e manda por exemplo para um e-mail de uma mulher algo como “enlarge your pennis”. Outro é aquele que se baseia em informações recolhidas do usuário, por exemplo, alguém que participa de um fórum sobre anime vai ter lá seu e-mail coletado por alguém que queira divulgar um evento de anime.

O segundo tipo de spam costuma ser mais efetivo e menos agressivo. Ninguém gosta de ficar recebendo um monte de propagandas sem pedir, mas quando essas coisas pelo menos são do nosso interesse as coisas ficam menos piores. Repetindo o exemplo de alguém que goste de anime, pode até ser que a pessoa acabe indo no tal evento.

O primeiro tipo é que é muito mais complicado, porque além de ter um monte de propaganda completamente absurda (“conquiste com feromônios”, “abra uma conta no Alabama bank”) nesse grupo estão aqueles e-mails como o que recebi ontem: “Último Aviso: Seu IRPF 2007 possui dados divergentes blá blá blá, o apocalipse em sua vida se blá blá blá você não clicar aqui”. Ao colocar o mouse em cima do link e olhar no lado inferior esquerdo do navegador dá pra ver que era pra baixar um arquivo .exe, um programa pra Windows. Fechei o e-mail, apaguei, joguei fogo, alho, acendi uma vela e contemplei o momento.

É engraçado a cara de pau das pessoas que fazem isso, imitando o layout de e-mails de banco, operadoras de celular e até falsificando um e-mail de um amigo do tipo “blá blá blá festa, fotos comprometedoras blá blá blá, sou seu amigo, blá blá, clique aqui pra ver as fotos (fotos.exe)”, tudo para enganar. O mais curioso é perceber que se essa prática continua é porque provavelmente ela funciona, ou seja, existem pessoas que caem nessa, não só instalando coisas como também, pagando boletos bancários supostamente atrasados, dando informações de cartão de crédito, celular e etc.

Não é muito legal ver pessoas inteligentes usando a inteligência delas pra enganar os outros. No final, acaba valendo a lei da selva de hoje em dia, não se dá melhor o aquele é mais forte, mas o que é mais inteligente, ou pelo menos mais desconfiado.


– hum…

Pra quem nunca ouviu falar desse jogo, trata-se de um monte de minigames, os mais insanos possíveis envolvendo aquele personagem famoso da francesa Ubisoft, o Rayman, e os tais coelhos do título.

Os minigames do jogo como eu já disse são meio diferentes, como coisas do tipo arremesso de vaca a distância, fechar a porta do banheiro em que o coelho está antes que ele comece a gritar, arremessar o coelho super homem o mais longe possível e muitos, muitos outros.

Os minigames estão divididos em vários tipos, entre eles dois que se repetem mudando ou o cenário a música. No de música você deve apertar os botões ou mexer o controle como se fosse baquetas de bateria no caso do Wii, fazendo os coelhos dançarem. A seleção de músicas não é enorme, mas ver os coelhos dançando la bamba é engraçado. O outro jogo que se repete simula um daqueles jogos onde o personagem anda sozinho e o jogador só precisa dar tiros e segue um clima meio velho oeste.

Falando sobre os tais coelhos, eles são a alma do jogo. O carisma deles é incrível, depois de jogar certamente você vai sair repetindo os gritos deles do tipo “uahhhhh!”, ou vai ficar se lembrando do coelho tentando te atacar com uma salsicha achando que é um revolver, ou do coelho vestido de prostituta de cabaré, ou quem sabe o já citado coelho superhomem, ou tantos outros.

Pra quem é fã dos outros jogos do Rayman pode ser uma decpção saber que esse não tem nada em comum com eles, exceto talvez o talento dos seus realizadores.

O jogo tem versões para PC, PS2, PS3, Xbox360, Nintendo DS e Wii. Esse jogo possupi já uma segunda edição, que ainda não joguei, apenas pra Wii e DS e dizem por aí, que ainda é bom, mas por perder a cara de novidade acaba não sendo tão legal. Mas vai saber, se um dia eu jogar eu comento, críticos são cheios dessa de “o jogo é ruim porque é igual ao anterior que era bom”. Pense comigo, ser o anterior era bom e esse é igual, porque ele é ruim? Enfim… são coisas misteriosas.

Me despeço deixando o link para uns vídeos promocionais do jogo e o link para pegar papéis de paredes de diferentes tamanhos, para se ajustar ao seu monitor.

copilação de vários (NÃO TODOS) comerciais do primeiro jogo:
http://br.youtube.com/watch?v=rlKU0N8rcJ4

o link dos papéis de parede, tem um do super homem coelho!
http://raymanzone.uk.ubi.com/wallpapers.php

Antes de ir, uma curiosidade: Você sabia que o Rayman ficou sem braços e pernas, só com as mãos e os pés, porque durante o processo de animação eles foram ocultados para facilitar o trabalho e ao ver o personagem sem os braços e as pernas o criador do personagem Michel Ancel disse “perfeito! vai ficar assim mesmo!”? Pois é, mais uma daquelas coisas misteriosas do acaso.

Pra que serve uma propaganda? Pra que servem aqueles comerciais entre os programas que passam na televisão? Será que é só pra você poder ir correndo no banheiro ou pegar alguma coisa pra comer? Ou será que eles tem um objetivo bastante específico do tipo te convencer que você precisa de alguma coisa que até então nem sabia que precisava?

Uma propaganda serve para anunciar alguma outra coisa para que a empresa responsável por essa alguma coisa ganhe algum dinheiro. O nosso dinheiro. De certa forma a propaganda é um convite a sua exploração voluntária e necessária. Sim, necessária. Afinal, nós precisamos de todas aquelas coisas das quais não precisamos (e isso não é ironia!).

Imagine uma vida sem contas para pagar, ou sem anseios de objetos. Consegue imaginar como séria se você simplesmente não quisesse nada e estivesse absolutamente satisfeito com o que você tem? Você não precisa de um celular novo, nem de um carro novo, nem de uma televisão nova, nem fazer uma viagem para Acapulco. Mas que mal lhe faz ter esse celular novo, essa televisão nova, esse carro novo e passar uns dias em Acapulco. Que mal isso lhe causa? Na verdade isso faz bem pras pessoas. Nós gostamos de brinquedos novos.

Na sociedade atual as pessoas vivem vidas vazias, elas não têm que caçar, não tem que fugir de leões e a imensa maioria delas não tem força de vontade ou perseverança pra realizar qualquer coisa, então elas ficam contentes quando elas gastam dinheiro com elas mesmas, pois é a experiência mais próxima de uma conquista ou de uma realização que um cidadão mediano consegue ter. Ele não vai realizar o sonho dele de ser cantor de xaxado no Maranhão, mas comprar um celular é algo dentro das suas limitações. Sendo assim, todo mundo gosta de um briquedo bonito e novo. Sim, brinquedo, no fundo tudo é um brinquedo, só varia o tamanho e o preço conforme a idade da pessoa.

As propagandas nos contam histórias, nos mostram imagens, tentam nos emocionar e nos levar da mesma forma que uma história infantil leva uma criança a querer realizar o que ela vê na historia. Uma menina decide que quer um princípe, um menino resolve que vai matar dragões por ai, e os dois sabem que principes encantados e dragões não existem, mas isso importa pouco, já que a história é bonita, a cena, a música, o tudo, aquilo tem que ser real!

Um comercial brinca conosco, tenta nos supreender trazendo aquilo que estamos inconsientemente já esperando. A emoção, a conquista e a ilusão de que o brinquedo bonito vai nos trazer aquilo tudo que ele tem na propaganda. Nos vendem um sonho que aceitamos acreditar que ele possa pelo menos em parte ser real. O mais interessante é que ao segurarmos o brinquedo tão desejado, ao possuirmos o que tanto queríamos a ilusão se faz presente, mesmo que às vezes dure só um instante. Um instante suficiente para que aceitemos entrar nele de novo quando um brinquedo mais bonito for lançado.

Pra ninguém ficar pensando demais, segue abaixo um vídeo de uma propaganda que encontrei esses dias no youtube. É engraçado e é uma propaganda.