Pessoas: 22 — Ela e o próprio sorriso

Depois dela dizer o que tinha que dizer, saiu da sala. Pros outros ficou a impressão daquele sorriso. O sorriso era falso.

Os outros não sabiam, mas não era um sorriso falso comum. Aquele sorriso traía tanto quem ela era e a motivação para aquela falsidade era tão suja, que o mal transbordava para a realidade e se manifestava criando algo. A maldade era tão grande que a maldade em si se tornava algo real dentro dela.
 
O mal gerado pela falsidade tão grande era tão grande e tão falso que invertia as ordens e contaminava. Crescia e possuía tudo que tocava.
 
O sorriso dela era um sorriso falso tão forte que se tornou verdadeiro e tomou conta de quem ela era.

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