E aí eu joguei: Bioshock Infinite

Bishock Infinite é um desses jogos que é uma experiência. O mundo criado te faz ir pra uma outra realidade de uma forma mais forte do que a maioria dos jogos consegue fazer. Junto com isso tem a aventura e o jogo em si. Os sons dos tiros, o impacto, o peso, a festa visual das cores e poderes, as músicas e as peças de propaganda antigas, a história baseada em “e se”, usando e extrapolando temas reais, conceitos científicos reais e ideologias reais. É um jogo que sinto ser possível recomendar para qualquer um, mas que com certeza não vai ser aproveitado por qualquer um da mesma forma.

Se o nome do jogo lhe soa familiar é porque você deve ter ouvido falar do jogo Bioshock, aquele da cidade no fundo do mar e pro qual tudo que foi dito no parágrafo acima também vale. Inclusive, esse jogo é uma espécie de continuação daquele, apesar de não carregar um número, já que essa é uma continuação diferente.

Da mesma forma que o Bioshock o jogo propõe uma cidade isolada do resto do mundo e construída ao redor de um líder com uma ideologia forte, surgido numa época do passado e imaginando como seria se naquela época a cidade fosse mesmo construída. No caso do Bioshock original a cidade é no fundo do mar e o jogo se passa em 1959. No caso do Bioshock Infinite a cidade voa nos ceús e o ano é 1912.

Como comentei lá no parágrafo de introdução esse jogo acaba não sendo aproveitado por todo mundo da mesma forma porque nem todo mundo tem uma bagagem histórica pra conhecer esses períodos e reconhecer as ideologias que ambos os jogos usam e extrapolam, tanto no aspecto visual quanto no discurso dos vilões e heróis da história. Existe discussão sobre racismo, sobre eugenia, sobre meritocracia, sobre capitalismo selvagem, comunismo, fascismo, nacionalismo, xenofobia e outros.

Bioshock Infinite por ser no céu e e não no fundo do mar, tem uma base de cor bem diferente do primeiro Bioshock e legal ver como os climas de tensão e suspense consegue ser criados usando outros elementos. Não é obrigatório ter jogado um jogo pra jogar o outro, inclusive aí no meio existe um Bioshock 2, que também é um bom jogo, mas que se acaba sendo uma espécie de “expansão” do primeiro jogo.

E falando em expansão as expansões do Bioshock Infinite são em si um outro jogo com uma história própria que inclusive mistura as duas cidades de uma maneira muito legal. Nem toda expansão consegue ser mesmo relevante, mas essa, assim como a de Last of Us, só pra citar uma, é uma aventura extra que vale a pena ser jogada, especialmente se você ao jogar gostar da personagem Elisabeth.

Falar dessa personagem é bastante necessário já que ela está com você grande parte do jogo e ao contrário de alguns jogos que colocam um companheiro ao lado do jogador durante toda a aventura, sem que aquele personagem pareça mesmo um indivíduo real, ficando claro que ele é uma inteligência artificial limitada cof cof Skyrim cof cof Lydia e outros cof cof. A Elisabeth não só é esperta na maneira que te ajuda e te acompanha ao longo da aventura, como ela em si tem uma personalidade que é construída através da sua interação com ele. Expressões faciais, variações de humor, a maneira que ela interage com as coisas do ambiente, ficando empolgada com certas coisas, desgostando de outras, faz com que a companhia dela seja algo que acrescenta uma camada extra a toda a experiência do jogo.

Se você nunca jogou nenhum dos bioshocks existe um pacote que já vem todos, inclusive com gráficos atualizados e que volta e meia está em promoção. São jogos que oferecem uma experiência diferente, uma história diferente, junto com a diversão de um jogo de tiro e exploração por um mundo interessante e imersivo que vai te dar saudade depois que você terminar a aventura.

Como um extra, se tiver a curiosidade, indico um texto do site Polygon sobre os últimos anos do estúdio que criou esses jogos e como o projeto do Infinite foi complicado. Como acontece com esses jogos que tem uma pegada especial existe um nome por trás da criação do conceito e da direção do projeto e no caso dos Bioshocks esse nome é Ken Levine. Para ler o texto (que é longo, mas vale muito a pena) clique aqui.

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