Vamos falar sobre Podcast

Eu comecei a ouvir podcasts por causa de um site de notícias de video game que eu acompanhava. Como eu não tinha no meu círculo de amizades pessoas com quem eu pudesse ter essas discussões, gente que acompanhasse as notícias e tudo mais e como video game é um assunto ótimo pra conversar porque tem muito a ver com experiência pessoal, com opinião, com como foi pra cada cabeçudinho guemer um determinado jogo ou momento de um jogo, essas conversas eram divertidas e ainda tinham um conteúdo. O dito site em questão tinha vários podcasts, um pra Nintendo, um pra Sony, um pra Microsoft, um geral, um sobre cinema e até um sobre PC. Eu ouvia todos e, às vezes, o mesmo mais de uma vez.

Como previamente afirmado aqui – diversas vezes – eu sou chato pra caralho. Preciso ainda socializar bastante pra chegar ao nível de anti-social. Simpaticão, zé piada, o cara que fala bobeiras e faz perguntas idiotas sobre a existência para quebrar silêncios desconfortáveis em grupo, isso eu posso ser, claro, mas meu negócio mesmo é ficar sozinho. Na minha. Viajando na minha própria maionese. Aí, em algum momento, me dei conta que podcasts eram algo que eu podia deixar tocando no fone de ouvido enquanto eu fazia as coisas do dia, eram como uma conversa da qual eu não precisava participar e que tinha conteúdo e entretenimento. Era companhia, diversão e informação. Como nerd anti-social guemer cabeçudus severus trabalheirus era algo que pra mim se encaixava muito bem.

Se você está meio perdido e não tem ideia do que seja um podcast, imagine um arquivo digital de audio que é uma mistura de conversa (quase sempre agradável) com programa de rádio. Pode ser uma conversa sobre qualquer assunto. Esportes, filmes, tecnologia, política internacional, feminismo, literatura, cinema, comédia, entrevistas, audio dramas, partidas de RPG e qualquer outro. Qualquer um. Imagine que cada conversa particular é fechada num episódio, com episódios novos sendo lançados periodicamente, na maioria das vezes 1 por semana, e que o conjunto de episódios faz um podcast.

Nesse formato não é preciso ter a pressa de um rádio, cada programa não tem que obrigatoriamente durar um tempo fixo, a discussão pode correr livre, as pessoas ouvindo podem pausar a hora que quiserem e continuar a hora que quiserem. Pode durar 5 minutos, ou pode durar 5 horas. Você não precisa parar para ler ou parar para assistir. Você pode seguir com a sua vida, lavando a louça, limpando a casa, dando comida pros gatos, desenhando teus desenho, nas muitas viagens de ônibus (ou carro) da vida e – dependendo do seu trabalho – até enquanto você trabalha.

E veja, não é só discussão por discussão. A idéia que é que sejam conversas interessantes, dessas legais de ouvir, seja porque são engraçadas ou porque tem informação verdadeiramente útil e inútil sobre as coisas do (i)mundo.

Assim que descobri essa maravilha do mundo moderno, gradualmente fui aumentando o número de podcasts escutados por dia e o número de temas. Quando o número de programas ficou grande demais descobri que podia colocar mais programas no meu dia se escutasse em velocidade acelerada. Comecei com 1,5 x da velocidade normal e lembro que nas primeiras semanas me dava até um cansaço, especialmente pros podcasts em inglês. Acabei acostumando e eventualmente pulei pra velocidade 2 x.

Acho que a mídia de podcast funciona tão bem por ser simplesmente uma conversa. Mesmo que alguns programas usem efeitos sonoros e músicas para dar uma camada a mais para a coisa toda, em essência é só uma conversa, são pessoas falando sobre as coisas, sobre a vida, sobre as notícias da semana, dando seus pontos de vista e fazendo piadas e reflexões. Nesses tempos em que a internet tem sido tão acuradamente comparada a uma fábrica de merda, calúnias e mentiras, é importante divulgar algo que não é assim, algo que é geração de conteúdo com conteúdo de fato.

O plano é que eu periodicamente indique aqui algum podcast, pra ajudar a espalhar por aí essa mídia. Peço que escute. Bem quietinho(a), bem bonzinho(a), aí, no seu canto, fazendo tuas coisas. Combinado? É! Hoje a ideia foi só “introduzir” o assunto. E agora uns memes pra encerrar, porque tô já sabendo que tem gente que vem aqui e só vê os memes do final do post, né? Né? Né? É!

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