Mulheres recebem salários menores

Alguns dias atrás fui encontrar com um amigo de tempos antigos, da época da escola. Hoje ele é casado, tem uma filha e daqui não muito tempo vai ter também um filho. Apesar de termos uma consideravelmente proximidade na visão de mundo e em certas sensibilidades a respeito do que é importante e do que é imbecil, traçamos caminhos bem diferentes a medida que fomos crescendo. Eu, da minha parte, como costumo fazer porque esse é meu jeitinho estive mais ausente do que deveria estar considerando como as coisas eram e o quanto pode ser difícil achar no mundo alguém que entende aquele negócio lá que agente aquela vez naquele dia ali quis dizer.

Apesar dos hiatus e silêncios, como uma boa amizade do passado, mesmo que o último encontro tenha sido há um tempo considerável, não demora muito pra nos sentirmos em casa, para atualizarmos os assuntos em comum – dentro da ordem em particular que lembramos por acaso naquele dia. Sempre falta dizer alguma coisa. Sempre falta contar alguma coisa. Sempre falta lembrar de lembrar alguma coisa. E aí fica pra uma próxima vez. E aí vamos marcar. E aí, eventualmente, marcamos. E os anos seguem.

Na última vez que estive com esse meu amigo, o assunto acabou indo para um lado desses inesperados. Aconteceu porque tinha a ver com algo que ele estava trabalhando e por ser algo que me interessava. O assunto foi entre outros, “a diferença salarial entre homens e mulheres”.

Pra você que talvez nunca tenha ouvido falar disso, existe no mundo, praticamente em todos os países uma diferença salarial entre homens e mulheres. Na maioria das profissões, por diversos motivos que quase sempre não estão relacionados com competência, mulheres tendem a receber menos. Existem algumas interpretações estatísticas que aumentam demais o problema e outras que minimizam demais o problema. Um site que ele me passou tem um gráfico interativo que mostra os dados consideram apenas o registro da área de atuação, o que oferece uma fotografia bem legal dessa diferença no Brasil. Os dados são de 2016 e vem direto do Ministério do Trabalho.

O site é o Genero e Número. Segundo eles mesmos, eles existem para “…dar para visibilidade a dados e a evidências relevantes para o debate sobre equidade de gênero por meio de diferentes produtos que têm em comum o conteúdo de qualidade.” Para você mesmo brincar com o gráfico interativo clique na imagem abaixo ou aqui

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