Pra comer e escrever, só que ao contrário

Andando pela internet achei essas duas idéias bastante interessantes envolvendo lápis. A primeira transforma o lápis em algo de comer e a segunda transforma algo de comer em lápis (?!).

Já pensou como seria útil se vendessem lápis feitos de queijo parmesão? Pois é, eu também não, mas uns alemães malucos da agência Kolle Rebbe acharam que seria uma boa idéia. Eles fizeram 500 unidades de um conjunto que vinha um apontador e 3 lápis, nos sabores trufa, pesto e chilli e venderam no site The Deli Garage, que vende justamente essas coisas de comida diferentes. A imagem abaixo dá uma idéia melhor da iguaria que esgotou em 2 semanas.

E é bem provável que você saiba que a China recebe muitas críticas relacionadas a políticas ditatoriais, tortura, desrespeito a direitos humanos e etc. No Natal de 2010, a agência Saatchi & Saatchi (que atua em diversos países), em parceria com a Anistia Internacional colocou em vários restaurantes pela China, junto com os tradicionais palitinhos, os hashis, uma versão que aparentemente era igual, mas que no rótulo continha outra mensagem e dentro do pacote haviam dois lápis, como na imagem abaixo.

De um lado do pacote está escrito em inglês e em chinês “Isolamento, desespero, solidão e tortura”. Do outro lado, dessa vez só em inglês, está escrito “Coloque entre os dedos e segure firme. Escreva para o governo chinês para ajudar a acabar com as torturas. Tome uma atitude em amnesty.org/china. Não deixe que as violações dos direitos humanos cometidas pelo governo chinês dêem a China uma má fama.”

A idéia é realmente boa, por poder ser facilmente disseminada, por poder estar em vários lugares sem ser detectada, o que é importante considerando o regime de ditadura do país, e por chegar diretamente a população.

No entanto, ao mesmo tempo em que admiro a iniciativa e a idéia, me incomoda um pouco ver que a mensagem principal estava só em inglês, porque como todos nós sabemos, não é a língua que se fala na China, né?

Posso estar exagerando, mas fica uma impressão como se houvesse uma preocupação maior em dizer ao mundo alguma coisa, ou mostrar ao mundo “olha como os chineses são horríveis”, muito mais do que uma real preocupação com os direitos da população chinesa pra quem, em teoria, era o principal alvo da mensagem. Indo mais fundo e brincando de “cara que vê conspirações”, será que sendo feito assim dessa forma não fica muito mais evidente o medo que os outros países tem de ver um país que não respeita os mesmos direitos humanos que eles, se tornar rico e poderoso, do que uma real preocupação com a população chinesa e se eles se importam se a China tem uma “má fama”?

Seja como for, boas idéias são boas idéias e, pode ser que não salve sua vida um dia, mas é bom saber reconhecer isso, mesmo quando os objetivos delas sejam meio difíceis de se ver claramente.

Links
A Anistia Internacional no Wikipedia
O site da Anistia internacional
O site da agência alemã Kolle Rebbe
O site da agência Saatchi & Saatchi
O site da The Deli Garage

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