Morreu e virou diamante

As pessoas humanas e as suas sociedades possuem um monte de costumes sobre o que fazer com o corpo de alguém que morreu. Mas andando pela internet, acabei achando um costume novo desses tempos modernos de hoje em dia que me pareceu um tanto peculiar: transformar as cinzas dos mortos em diamante.

Antes que você fique achando que é bruxaria de alto nível, relaxa que é só química. Os corpos humanos tem bastante carbono (lembra das suas aula de química orgânica?) e esse carbono fica nas cinzas quando uma pessoa é cremada. Em laboratório é possível separar esse carbono e aplicando as condições de temperatura e pressão necessárias fazer com que a sua estrutura molecular se alinhe e se junte pra criar um diamante. Ah e esse mesmo processo também é possível a partir de uma mecha de cabelo, caso você queira um diamante de alguém vivo.

Eu vi que tem um monte de empresas ao redor do mundo que oferecem esse serviço, mas cada uma tem a sua “ética”, digamos assim. Por exemplo, nem todas oferecem a opção de criar diamantes a partir de cinzas, ou pelos, de animais de estimação. Tem também umas que não oferecem a possibilidade de escolher a cor da pedra, inclusive, falando nisso, pra você que quer uma curiosidade mórbida pra comentar naquela festinha de criança que te convidaram e deixar todo mundo cara de “wtf!”, os diamantes feitos de seres humanos, se não receberem nenhum tratamento pra terem outra cor, são de um azul claro meio água, igual aquele da imagem lá em cima.

Mas falando de cabelos, em setembro de 2007 foi criado o primeiro diamante a partir do que sobrou de uma celebridade histórica. Foi Ludwig van Beethoven, mais conhecido apenas como Beethoven pelo mundo, ou Thovinho para os familiares, e Thotó pro pessoal da rua que cresceu com ele (?!). Foram utilizados fios de cabelo para criar 3 diamantes, 1 foi vendido no eBay por 1 milhão de dólares (o dinheiro foi direcionado a um programa de ajuda a crianças), 1 ficou para o ilustre que forneceu os cabelos do Thotó e o último ficou para o “Hall da fama” da empresa que produziu os diamantes.

Acho curioso esse apego com a representação física do que a pessoa foi mais do que com as histórias que a pessoa viveu ou toda a influência que ela teve na vida das pessoas em volta dela. Fico pensando que talvez fosse muito mais interessante se desse pra tipo ter um livro de biografia de todo mundo que morre. Um diamante até é legal visualmente, mas não diz nada sobre quem a pessoa foi. Se esses livros existissem era só ler pra saber o que aquela pessoa fez, o que ela viveu e de certa forma quem ela foi.

O preço desses diamantes vai de 3 mil a 30 mil dólares, conforme o tamanho, a pureza, a lapidação e a cor. Então, o que você me diz, interessado?

Pra saber mais:
A história do diamante do Beethoven
No Wikipedia, sobre esse tipo de diamantes
No YouTube, videozinho explicando o processo

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