E3 2011 – Conferência Sony

As outras partes: parte 2parte 3parte 4

O elefante branco que entrou no palco no começo da conferência da Sony é um que eu espero que nunca mais apareça. Contando resumidamente, se você não faz a menor idéia de porque o cara tava se desculpando, algumas semanas atrás, um grupo de hackers atacou a rede online da Sony deixando o sistema todo fora do ar por mais de 1 mês e se não bastasse isso, dados de e-mail, senha e também de cartão de crédito dos usuários foram roubados. A Sony avisou os usuários pra mudarem suas senhas, garantiu junto as operadoras de cartão que nada mais grave ocorresse e no final deu um monte de jogos de graça pra todo mundo pra compensar o transtorno. Viva! /o/

É claro que é bastante discutível simplesmente chegar e dizer publicamente “oh blá blá blá sinto muito bla blá blá”, já que existem inúmeras maneiras de garantir que esse tipo de coisa não ocorra e tem um monte de boatos pela internet dizendo que o problema todo se deveu a falta de atenção e cuidado por parte da Sony.

Seja lá como for, já foi, já resolveu e tudo mais. Só achei que valia a pena comentar porque no mundo dos games do futuro, as redes online vão ter um papel cada vez maior. Imagina se fosse num mundo onde todos os jogos são digitais e ficam locados em um espaço virtual? Ou ainda se fosse um sistema que utilizasse aquele sistema de nuvem de processamento? O rolo teria sido muito maior. Fica aí como exemplo para os Senhores da Indústria dos games que vez ou outra pensam em ganhar tudo que for possível a qualquer custo.

Das demos que eles mostraram a que ficou de verdade na minha cabeça foi Uncharted 3. Pode até não ter sido tão frenética ou empolgante quanto quando eles mostraram o Uncharted 2, ou a demo do Modern Warfare 3, mas dava uma idéia legal sobre a dimensão do jogo e como as coisas acontecem, não só como um jogo de ação e plataforma, mas algo cinematográfico, inovador e único.

Da mesma forma que a Microsoft, a Sony pareceu estar preocupada em mostrar o seu sensor de movimento, o Move, como uma ferramenta para o “público hardcore” e, também da mesma forma que a Microsoft, sem todo aquele cuidado que seria bom ser tomado pra que a imagem na tela confirme o que se fala. A Sony até tinha também o jogo muito horrível deles feito totalmente pro sensor de movimento chamado Medieval. O que foi aquilo, sério?

Outra coisa que a Sony tentou empurrar e dessa vez de uma forma mais convincente, estruturada e interessante, foi a experiência de se jogar em 3D. Essa idéia de lançar uma TV com a marca Playstation, projetada para ter um preço acessível com qualidade, pra realmente fazer acontecer uma penetração no mercado, é muito interessante. Acho que tem mesmo um grande potencial pra que essa TV se torne a primeira televisão 3D de muita gente.

Quem acompanha o site sabe que já dei minha opinião aqui várias vezes sobre TVs em 3D, mas não custa nada falar mais uma vez. Ao contrário do que os comerciais de TV dizem, não acho que o momento do entretenimento 3D seja agora, até porque a tecnologia 3D digital atual ainda tem todos aqueles problemas do desconforto do óculos (especialmente se você já usa óculos e aí tem que ficar com 2), além de uma ocasional perda da intensidade das cores. Não é por acaso que a febre do 3D digital do cinema parece ter passado e é bem provável que suma mais uma vez, se focando em filmes específicos, só retornando definitivamente quando a tecnologia tiver evoluído um pouco mais.

Dentro desse contexto, se focar no público de games é uma ótima estratégia. Hoje em dia a maioria dos jogadores é adulta, trabalha e tem poder de compra. Além disso, temos vários exemplos de filmes e jogos que demonstram que criar o efeito 3D de maneira imersiva e sem perda de cores, é muito mais fácil quando ele é criado a partir de algo que é 100% digital, como aqueles filmes de animação e jogos. Ou seja, existe um público em potencial pra consumir um produto que se é capaz de oferecer com uma qualidade que justifique o investimento. Vai ser interessante ver se isso vai mesmo funcionar.

E o PS Vita? Nome feio, sério. Parece nome de celular genérico que cabe 4 chips, sabe? Não acho que ele traduza a “personalidade” do aparelho, nem que diga alguma coisa sobre ele, mas tudo bem, o Dreamcast tinha um nome legal e todo mundo sabe o que aconteceu com ele. E pra você que não sabe o que foi o Dreamcast, o fato de você não saber já ilustra meu ponto hehehe, aposto que Atari você já ouviu falar hehehe.

Acho que a característica que logo de cara chama atenção é a capacidade gráfica desse novo portátil, algo muito próximo a do PS3. Isso sem falar na tela sensível ao toque, câmeras e todo o resto. Existe um potencial grande pra esse console, desde que o produto final não tenha os problemas que o PSP tinha e que foram bem sérios na época do lançamento, destaque especial pro tempo de duração da bateria e pros longos tempos de loading.

Tenho ressalva em 2 pontos, um é idiota e o outro é sério. O idiota é que aquele menu com bolas não é bonito e só reforça a idéia de celular genérico de 4 chips, o menu do PSP e do PS3 são bem mais bem acabados. O ponto sério é que talvez a Sony tenha perdido uma oportunidade por não ir até o fundo com essa intercompatibilidade entre o PS3 e o novo portátil. Se o PS Vita fosse de fato um PS3 portátil, com suporte a todos os jogos de PS3, seria muito interessante. Seja lá como for, o hardware está aí, o preço é bastante competitivo e que venham os jogos.

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