Scott Pilgrim Contra o Mundo

“Em breve teremos um presidente que não viveu a 2ª Guerra Mundial” foi o que alguém disse uns anos atrás, provavelmente causando horror e fazendo as pessoas da época acharem que o fim do mundo estava próximo. O tempo passou e hoje é minha vez de dizer coisas horríveis: “em breve vamos ter um presidente que zerou Super Mario”…*tambor dramático*… Diante disso vejo surgiu a pergunta “Mas e o que isso significa, cara da internet? O que?”. Bom, todos os significados eu não sei, mas certamente “Scott Pilgrim contra o Mundo” é um deles.

E sim, esse é um post com partes, ou seja, como sempre, você pode ler tudo na ordem normal, ou na ordem que você sempre sonhou, ou ainda ler só a parte que te interessa.

Essa coisa de “cultura gamer”

Desde a primeira vez que ouvi falar de Scott Pilgrim, ouvi que esse era um filme gamer, do mundo dos games, para os amantes de videogame, uau, games, games, games. E vendo o filme, não concordo muito com essa “classificação”. Acho que o filme tem sim “cultura gamer” dentro dele, mas ele vai muito além disso. Pra mim ele carrega a cultura de um grupo de pessoas da geração de hoje e esse grupo conhece e joga videogame, mas também se apaixona, gosta de música, conhece Anime e Mangá, tem/quis ter/teve uma banda e sabe das dificuldades de achar seu próprio lugar no mundo. Essa é a verdadeira “classificação cultural” e é também um dos méritos desse filme.

Existem outros filmes que tem essa mesma “classificação cultural”. “Speed Racer” dos irmãos Wachowski é provavelmente o mais próximo. Existe muitos outros que tem a uma cultura gamer dentro deles de maneiras diferentes como “Kick Ass – Quebrando tudo”, do Matthew Vaughn, ou ainda “O Procurado” do Timur Bekmambetov, que consegue usar essa pegada de videogame de uma forma mais pop.

E acho que é importante dizer que essa “cultura gamer” está lá não porque foi pensada pra estar lá, tipo um monte de senhores de terno em volta de uma mesa confabulando sobre como dominar o mundo. Pessoas envelhecem e aquelas pessoas que cresceram jogando hoje são advogados, engenheiros, pesquisadores, jornalistas, publicitários, desenhistas, escritores, cineastas e outras coisas mais. Essa vivência que os jogos deram faz parte de quem eles são e é uma parte de todas as coisas que eles fizerem.

Mas e o filme, é bom?

É uma história que já foi contata muitas vezes. Garoto gosta de garota e tem que passar por coisas e descobrir coisas sobre ele mesmo, sobre a garota e sobre o mundo pra só então ficarem juntos. Essa é a premissa, mas não se engane, esse não é um filme de romance. Esse é um filme de ação e comédia, com pitadas de valores de moral e a história é contada de uma maneira tão diferente e tão intensa que é bem provável que quando você estiver vendo nem perceba que desde o começo você já sabia como a história ia acabar.

Mas mesmo com tudo isso, não vou mentir, esse não é um filme que vai conseguir agradar todo mundo. Essa maneira diferente de contar a história, colocando na tela o clima da revista em quadrinhos na qual o filme é baseado, num mundo que é meio desenho japonês, meio videogame, meio alguma coisa própria (sim, 3 metades), não é pra todo mundo.

Contudo, acho muito possível que muita gente goste do filme pelo simples fato de ele ser muito bem feito. Os personagens são carismáticos e as cenas de ação são provavelmente as melhores do ano e talvez nem incomode tanto coisas como o poder do auto-respeito se transformar em uma espada samurai flamejante, ou uma pessoa quando morrer virar moedas, ou quem sabe uma barrinha de “quantidade de xixi” aparecer quando alguém for no banheiro.

Por outro lado, se essas coisas doidas chamam sua atenção e se faz sentido pra você a descrição de alguém que gosta de videogames, de desenho japonês, de música, e que sabe sobre as dificuldade de achar seu lugar no mundo, então você está diante de do filme que vai muito provavelmente se tornar um dos seus filmes favoritos de todos os tempos.

2 Comments on “Scott Pilgrim Contra o Mundo

  1. Eu um filme diria, divertido.
    É um filme pra assistir e curtir e não ficar procurando sentido nas coisas.
    Uma curiosidade é que o ator que faz o Howard wolowitz seriado The Big Bang Theory faz uma “microscópica” participação, sendo um dos vilões figurantes.

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