O Exterminador do Futuro: A Salvação

James Cameron, o criador da série, deve ter coçado a barba e dito “é… foi ok… foi legal vai” quando O Exterminador do Futuro: A Salvação acabou. Pelo menos foi isso o que eu disse.

Se você está perdido, esse filme é a “continuação” da série de filmes O Exterminador do Futuro que começou lá naquela época onde as pessoas não tinham medo de usar cabelos que pareciam poodles mortos. A série fala sobre máquinas super inteligentes que concluem que nós humanos somos uma porcaria, uma ameaça pra eles e pro mundo e resolvem acabar conosco para alcançar um mundo melhor. Nesse futuro apocalíptico existe um salvador dos últimos humanos existentes e nos três primeiros filmes as máquinas enviam do futuro máquinas matadoras que tem o objetivo de impedir que esse salvador consiga nascer, sobreviver e atrapalhar os terríveis planos deles de criar um mundo sem humanos porcarias. O tom desses três filmes é de fuga, de luta contra um inimigo mais forte e de filosofia com relação a inevitabilidade do destino, se é possível ou não mudar o futuro e se sim, como fazer isso. Se a vossa pessoa gosta de cinema e não conhece esses filmes, assista. De verdade, você vai ser feliz.

Esse novo filme é diferente, se passa no futuro, não é um filme de fuga, é um filme onde as coisas aconteceram, onde não foi possível mudar o futuro e nesse tempo vamos ver surgir e lutar contra as máquinas o dito salvador. Esse é um filme de ação de grande orçamento. Tem efeitos especiais, rostos conhecidos, coisas explodindo e uma atmosfera épica, mas (assim como o terceiro filme) não tem James Cameron na direção e no roteiro e esse não é um filme que revoluciona o gênero. Não espere algo como O Exterminador do Futuro 2, mas espere se divertir.

Acho que de certa forma isso é uma decepção, uma decepção que sempre aparece quando a gente percebe que existia uma idéia boa para sustentar o filme todo, mas a execução não consegue extrair todo o “creme do milho verde”. Existem problemas de atuação, de condução de roteiro e de imersão do espectador no mundo apesar do mundo estar muito bem construído com roupas e cenários legais.

Anton Yelchin (a melhor atuação do filme), Christian Bale (a melhor voz rouca do filme) e Sam Worthington (o melhor “se ferrou, Christian Bale, tenho mais carisma que você” do filme)
Apesar disso o filme é divertido e no final isso é o mais importante, então não vou ser chato, como muita gente que avaliou o filme foi, reclamando que ele é ruim porque não é o que os outros filmes foram e que não tem aquela pegada de “vanguarda” de “passo além” de algo “completamente novo e revolucionário”. Essas coisas revolucionárias exigem mais do que uma boa premissa, mas não fiquemos tristes, James Cameron no final desse ano lança seu Avatar que talvez daqui uns 20 anos receba uma continuação de ação genérica e com bom orçamento que sem dúvida nenhuma diverte, mas que não fica guardado na nossa memória nem revoluciona o que se propõe a fazer.

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