Resident Evil 4

Não são muitos os jogos que conseguem ser um sucesso de crítica e de público e também não são tantas as séries que ao passarem por alguma reformulação atingem o que o público queria. Resident Evil 4, a mais recente edição da famosa série de horror de sobrevivência da Capcom pode se gabar por ser um desses jogos.


– Olha a faca!

Pra quem não faz a menor idéia do seja Resident Evil (é possível que saiba do filme, mas não do jogo), trata-se de uma série que mistura ação com um conceito de sobrevivência. Tudo se passa como se fosse um daqueles filmes B de ação de hollywood, com zumbis, tiros, companhias megalomaníacas e tudo mais. A idéia de passar essa atmosfera de filme é tão levada a sério que no Japão o jogo é lançado com dublagem em inglês com legendas em japonês. Outro aspecto cinematográfico, visto em todas as edições anteriores é que a camera é fixa, como se filmasse uma cena e quando o jogador sai da cena, muda para outra camera, sempre seguindo takes cinematográficos.

Depois de 5 jogos seguindo essa fórmula, seus criadores decidiram que era hora de reformular a série. E não ache estranho a edição de número 4 ser o sexto jogo da série, é que além da sequência normal, houve um Resident Evil Zero, que conta coisas antes do primeiro e um outro que se passa após o terceiro jogo, mas é uma aventura paralela a série. Em Resident Evil 4 o enfoque foi a ação, eliminando inclusive as cameras estáticas e tirando um dos elementos mais famosos da série, os zumbis.

Para jogar qualquer jogo da série, conhecer os anteriores não é um requisito. Cada episódio tem sua história fechada, que até tem uma ligação em um todo, mas não é obrigatório que se saiba tudo para aproveita o jogo. Nessa mais recente edição não é diferente.


– Hum… que local perfeito para um pic nic…

O jogo começa com o seu personagem chegando ao uma vila afastada, em algum lugar na Espanha, sua missão é encontrar a filha do presidente dos EUA que foi sequestrada e segundo descobrirarm (não sei como) ela deve estar por lá. No primeiro contato com um habitante da vila você percebe que aquele não é um pacato vilarejo e que existe algo errado com o lugar, afinal de contas não é muito normal as pessoas te receberem partindo pra cima de você com um machado…A partir daí sua missão será descobrir o que se passa nessa vila e ir embora com a donzela sequestrada.

O mecânica do jogo é avançar até o próximo objetivo pelo mapa, matando os inimigos que encontrar no caminho. De vez em quando você vai se deparar com alguma coisa que precisa de uma chave, aí é só ir por outro caminho, achar a chave e pronto. Esse não é um jogo daqueles que você vai ficar travado. É só explorar o local.

Uma das novidades é que você ganha dinheiro e tesouros que são usados para comprar novas armas ou tunar as armas que você já possuir, sempre que encontrar o vendedor. Isso acrescenta a série a possibilidade de montar seu arsenal conforme o seu gosto, com rifles, ou com armas de mão, ou metralhadoras, ou até mesmo uma arma lançadora de minas. Tudo isso para que o jogador monte a sua estratégia. Acredite, não é só sair atirando como doido, você precisa mesmo de uma estratégia para economizar balas (você só consegue as que achar no caminho ou que ganhar ao matar inimigos) e também para escapar o mais ileso possível das armadilhas e situações do jogo. E prepare-se para ficar com um monte de falas em espanhol dos habitantes da vila na cabeça “– Atrás de ti, imbecil!”.

Quem jogou ou outros episódios da série pode ter a princípio a impressão de que se poderia adotar outro nome, já que mudou tanta coisa, mas na verdade muitos dos elementos presentes no outro jogo estão de volta, mas repaginados, atualizados, renovados. A alma do jogo ainda é da série.

Algo que me chamou a atenção é a maneira com que a história flui e como os cenários mudam. Nos outros episódios da série em geral o avanço não era linear, obrigando o jogador a voltar várias vezes até um mesmo lugar, nessa edição isso praticamente não acontece.


Corre! Corre! Correeeeeeeeeeeeeeeeee!

Outro elemento bastante interessante são os filmezinhos que ajudam a contar a história. Além de seguir aquela idéia do roteiro e dublagem de filme de ação B divertido e descompromissado, o jogo introduziu algo que torna esses momentos mais interessantes. Além de gerar os vídeos em tempo real (feito com o próprio gráfico do jogo), o jogador terá que algumas vezes interagir com o vídeo apertando um determinado botão ou fazendo algum movimento para que o personagem se desvie, se abaixe, corte uma corda, nade, ou seja lá o que for. Isso deixa esses vídeos ainda mais legais.

Com versões para Gamecube, PS2, PC e Wii, Resident Evil 4 merece todo comentário que recebeu. Eu sou chato e não digo o jogo seja perfeito, mas posso dizer com certeza que se você passar da primeira hora do jogo, vai concordar comigo que esse é um dos melhores jogos lançados nos últimos tempos. Sem dúvida nenhuma, um clássico.

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